• Arquivo

  • Anúncios

“The Artist Is Present”, da sérvia Marina Abramovic, virou game

Muita gente já ouviu falar da performance da artista sérvia Marina Abramovic no MoMA, em Nova York. Ela se senta numa cadeira e fica cara a cara com os visitantes que quiserem se sentar na sua frente. Nada além disso.

Então o artista dinamarquês Pippin Barr, intrigado com a disposição das pessoas de enfrentar uma longa fila apenas para encarar a moça, criou um videogame que simula toda a experiência online. Oi?

“Você espera e nada acontece. Também precisa prestar atenção na fila, para não ser empurrado para fora. Demorou umas cinco horas para mim e passei três minutos olhando os olhos digitais dela”, disse Barr, explicando que enfrentar a fila e a espera por um “anticlímax” é parte da performance.

Também segundo ele, esse trabalho é bem aquilo que as pessoas odeiam na arte contemporânea: “A ideia de que qualquer um pode fazer igual e nada acontece”.

Bom, eu vi a mulher pessoalmente já, mas fui lá no site enfrentar a fila virtual e adivinha só? O museu estava fechado. Sim, o game só “funciona” durante o horário de funcionamento do MoMA. Fica pra próxima então…

Quem quiser ir lá depois, eis o link: www.pippinbarr.com

(via Folha)

Anúncios

O inesquecível MoMA

De todos os vários passeios de Nova York, o MoMA foi o mais marcante. Trata-se do Museum of Modern Art, onde estava instalada aquela exposição do Tim Burton. Quando eu cheguei, ela já tinha saído de lá mas, acredito, talvez tenha sido melhor assim. As filas não estavam longas.

O preço é bem honesto: 20 dólares para adultos, 16 para idosos, 19 para estudantes e todo mundo abaixo dos 16 anos entra de graça. Ou seja, leve sua carteirinha, pois ela vale lá sim.

O acervo fixo do museu é impressionante. Entre os destaques, Salvador Dalí, Goya, Munch, Matisse, Picasso, Frida Kahlo e Cézanne. Entre as obras, é possível ver de perto – muito perto – “Noite Estrelada” de Van Gogh, “Roue de Bicyclette” de Duchamp, “The Fake Mirror” de Magritte e as famosas latas de sopa Campbell’s de Andy Warhol. Até Yoko Ono tem peças lá.

Van Gogh
Magritte

É uma viagem incrível, pois a umidade e a temperatura do lugar são controladas e as obras mais valiosas ficam longe da luz do sol. Isso torna desnecessário redomas de vidro e fitas de isolamento que nos deixam a metros de distância dos objetos. Ah, e fotografar sem flash é permitido!

Além disso, o lugar abriga exposições que vão além de pinturas e desenhos. Por lá também encontramos esculturas e arte performática – e eu presenciei uma muito interessante de Marina Abramović, a famosissíma “The Artist Is Present”.

O MoMA não é muito grande. São seis andares, mas ele é muito bem sinalizado e dividido, perfeito para ser conhecido por inteiro durante uma manhã.

Se você estiver planejando uma visita à cidade, ele fica na West 53 St, número 11. Vale muito a pena, é de chorar de emoção – o que aconteceu comigo literalmente.

Eu felizão

*Texto escrito em abril/maio de 2010. Para ler todos os textos sobre Nova York, clique aqui!

%d blogueiros gostam disto: