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Entrevista com o artista plástico Fernando Carpaneda

Fernando Carpaneda é um artista plástico que retrata garotos de programa, punks e marginais. A técnica dele é argila e ele sempre usa também algo que tenha conexão com a pessoa retratada – de pontas de cigarros a latas de cervejas. Ele acredita que o gay brasileiro não é respeitado pela sociedade por culpa da TV, que só explora o lado caricato dessa orientação sexual. Por isso, suas esculturas chocam  as pessoas ao mostrar homens fortes amando outros homens, pois o estereótipo que elas conhecem não é aquele – e sim o da bicha afeminada e fofoqueira.

Muitas de suas aventuras (e desventuras) estão narradas em seu livro independente “O Anjo de Butes – Uma Vida de Tintas, Sexo e Rock N Roll”, que conta sua vida desde a adolescência até uma de suas exposições mais especiais em Nova York, no CBGB. A obra não é muito fácil de achar, mas também não é impossível – há na web e, aqui em Belo Horizonte, eu comprei na Quina Galeria. O livro tem 240 páginas e é ilustrado com 26 reproduções de obras. As páginas narram, além de viagens e descobertas artísticas, sua vida sexual – com direito a um intrigante triângulo amoroso envolvendo uma mulher chamada Cassandra e o personagem que dá título ao livro. Depois de ler tudo, li também outras entrevistas e fiquei fascinado com a história dos bastidores das obras do cara e curioso com outras coisas. E, ao invés de apenas mandar algumas das minhas dúvidas por e-mail, resolvi fazer uma entrevista para o blog.

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