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3 Momentos: Robyn

Do Thiago: Ela parece deslocada no tempo. E talvez, quem sabe, do espaço. O visual que beira a androginia, as danças super oitentistas e o figurino idem são só algumas das características que alimentam o pensamento de que Robyn não é bem o tipo de artista que nossa geração produz. Nas performances ao vivo, ela tem a capacidade de dominar o palco dançando como se ninguém tivesse assistindo e cantando sem desafinar. E tem a música. Ah… a música!

O que Robyn canta confunde. Fica difícil dizer se o som veio do futuro ou do passado. A sutileza dos violinos, a programação eletrônica que soa quase como uma evolução natural do Abba, a produção caprichada – ora puro barulho, ora pura delicadeza – acolhem e aproximam de imediato o ouvinte, cumprindo a missão de trazer a euforia da novidade e o conforto que só os déjà vus podem evocar.

Quando Robyn lançou “Robyn Is Here”, seu primeiro álbum, ela tinha apenas 16 anos. Foi desse disco, que contava com produções de Max Martin, que saíram 2 de seus singles de maior sucesso: “Do You Know (What It Takes)” e “Show Me Love”. Ambas as músicas chegaram ao Top 10 da Billboard – coisa que jamais se repetiria.

Era natural que o próximo passo da cantora era dominar ainda mais as paradas. Mas não foi isso que aconteceu. Em 1999, Robyn lançou “My Truth”, um disco que como o próprio título sugere soa mais sincero e confessional que o debut. Tratando de temas delicados como aborto e decepções, o disco não teve promoção internacional e fez com que o sucesso de Robyn na América fosse rapidamente esquecido.

Progredindo cada vez mais como artista e conquistando novamente o reconhecimento que lhe foi negado, nos anos seguintes Robyn lançou os álbuns “Don’t Stop The Music” e “Robyn”. Esse último, lançado de forma independente, mostrou a loira em seu estado mais puro fazendo um tipo de música que transcendia o pop radiofônico da época. E é dele que temos “Be Mine!”, nosso primeiro momento.

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