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Comprando séries em Nova York

Nova York é o paraíso das compras. Você vê de lojinhas vagabundas às mais chiques andando poucos quarteirões. Cheia de outlets, grifes e lojas de departamento, tudo é muito sazonal, então é difícil falar sobre elas. Mas se você curte seriados, não pode deixar de visitar as lojas das emissoras de TV. Eu visitei essas três.

CBS Store – Broadway com 53rd Street, número 1697
Na mesma esquina do Ed Sullivan, onde é filmado o “Late Show”, fica a pequena loja da emissora. Entre os produtos, destaque para xícaras de “Two and a Half Man”, docinho “I Love Lucy”, canetas de “CSI” que parecem seringas e camisetas de “The Big Bang Theory”. Os preços são honestos e ela nunca está muito cheia.


The NBC Experience Store – Rockefeller Plaza, número 30
A melhor de todas! Muito grande e com todas as bugingangas imagináveis de “Friends”, “Seinfeld”, “House” e “Law & Order”. Além disso, a NBC é do grupo Universal, então tem muito material de filmes, incluindo “Harry Potter”, por exemplo. Algumas séries são gravadas lá, como “Saturday Night Live” e “30 Rock”, e um tour de 70 minutos pelos estúdios e cenários custa 19 dólares. O prédio é muito alto e tem um lugar especial para ver a cidade que, dizem, é tão bom quanto o Empire State.


HBO Shop – Frnt 3, Avenue of the Americas, número 1100
A mais fraca e, mesmo assim, a mais fina das lojas. Pequena, ela é toda climatizada e iluminada de forma especial por luzes que mudam de cor de tempos em tempos. Nos destaques, “The Pacific”, “True Blood” e, claro, “Sex and the City”, que parece movimentar o lugar. Tem de taças de cosmopolitam até chaveiros banhados a ouro.

*Texto escrito em abril/maio de 2010. Para ler todos os textos sobre Nova York, clique aqui!

Assistindo um musical da Broadway

Se, para você, visitar a cidade de Nova York é sinônimo de assistir um musical da Broadway, comece a anotar as dicas desse post.

Primeiro que existem inúmeros musicais em cartaz ao mesmo tempo por lá. E eles costumam ficar anos em cartaz, por isso ocupam um teatro inteiro. Broadway é o nome de uma rua, ok? E apenas dois teatros ficam nela. O restante fica bem perto, concentrado perto da Times Square, no que chamam de “distrito teatral”.

No momento, os musicais mais badalados são “Wicked”, que conta a história de “O Mágico de Oz” do ponto de vista da bruxa, e a comédia “Promisses, Promisses”, com o ator Sean Hayes, de “Will & Grace”. É bem complicado arranjar ingressos para ele sem comprar com muita antecedência.

Mas há uma chance e ela se chama TKTS. São guichês de apoio ao teatro que abrem todo dia 13h e pegam ingressos das peças que não esgotaram, vendendo tudo apenas para apresentações daquele dia por metade do preço! Sim, metade!

É bem fácil encontrar tickets de bons lugares para “Chicago”, “Avenue Q”, “Billy Elliot”, “Mama Mia”, “The Lion King” e várias outras.

Mas a dica nem é essa não. A TKTS tem um guichê lindão e vermelhão bem no meio da Times Square – mas que fica lotado sempre. E você pode facilmente evitar essas filas. É que existem mais dois guichês da empresa e parece que ninguém sabe!

Anote aí: além do da Times Square, existe um na esquina da Front St, com a John St., em South Seaport, super discreto. Ouvi que há também um na ilha do Brooklyn. Em nenhum deles há uma fila superior a 5 ou 6 pessoas. Enquanto que, no da Times Square, você vê aquele bando de turistas do mundo todo se descabelando.

Anotou?

*Texto escrito em abril/maio de 2010. Para ler todos os textos sobre Nova York, clique aqui!

A bela Alice do Central Park

Uma das 50 estátuas do Central Park é um conjunto que contém Alice e outros personagens da mesma história. Pertinho dela há uma placa que diz: “Em memória de minha esposa, Margarita Delacorte, que amava todas as crianças”, assinada por um tal de GTD.

Dei uma pesquisada e trata-se do escritor e filantropista George T. Delacorte Jr., que também doou muito dinheiro para o teatro do parque e a fonte do City Hall Plaza, entre outras coisas.

Erguida em maio de 1959, ela foi desenhada por Fernando Texidor e esculpida por Jose De Creeft. Em volta dela toda existem plaquinhas com trechos do livro de Lewis Carroll, uma graça!

O parque é gigante, se quiser dar uma passada lá é melhor anotar certinho: ela fica no lado leste do parque, perto da 74th Street e ao norte do Conservatory Water.


*Texto escrito em abril/maio de 2010. Para ler todos os textos sobre Nova York, clique aqui!

Os cenários de Nova York

Todo os lugares de Nova York parecem cenários de algo que você já viu. Aliás, muitos foram, já que a cidade serviu de ambiente para inúmeros filmes e séries.

Se seu sonho é tirar uma foto ou conhecer o lugar de alguma delas, o site Nova York pode te ajudar. Ele tem uma mega lista de endereços citados em “Mensagem Pra Você”, “Ghostbusters”, “Lei e Ordem”, “The Sopranos”, “Will & Grace” e vários outros seriados e filmes.

Se estiver indo para lá, anote todos os endereços antes. Alguns lugares têm construções muito parecidas e, acredite, você não vai bater o olho e, de primeira, ter certeza que ali é o lugar que você quer.

Muitas dessas séries têm apenas a imagem dos prédios feitas em Nova York e são filmados de verdade em Los Angeles. Por isso, não espere que haverá uma plaquinha na porta do lugar, nem nada. Por outro lado, isso deixa o local mais livre para fotos e acaba até te colocando ao lado de outros fãs.

Esta acima é a portaria do apartamento de Carrie na série “Sex and the City”, um bom exemplo da confusão que podem virar suas férias. Além do quarteirão ter mil prédios iguais, ele fica na Perry Street, no Village, e não na East 73rd Street, que era o endereço que ela dava pros taxistas na série.

Outra coisa importante de notar é que os lugares são espalhados pela cidade. Não faz sentido você tirar um dia da sua viagem para visitar todos. Por exemplo, a fachada do restaurante do “Seinfeld” é na Broadway e a do “The Cosby Show” é no Brooklyn, em outra ilha! Simplesmente não é prático. Vá adicionando os locais ao seu roteiro aos poucos.

Abaixo, sou eu na vizinhança do prédio onde todos os personagens de “Friends” moraram em algum ponto da série. Ele fica na esquina da Grove com Bedfort, também no Village, e é uma graça. Ali embaixo, onde seria o Central Perk, funciona um restaurantezinho muito honesto.

*Texto escrito em abril/maio de 2010. Para ler todos os textos sobre Nova York, clique aqui!

O inesquecível MoMA

De todos os vários passeios de Nova York, o MoMA foi o mais marcante. Trata-se do Museum of Modern Art, onde estava instalada aquela exposição do Tim Burton. Quando eu cheguei, ela já tinha saído de lá mas, acredito, talvez tenha sido melhor assim. As filas não estavam longas.

O preço é bem honesto: 20 dólares para adultos, 16 para idosos, 19 para estudantes e todo mundo abaixo dos 16 anos entra de graça. Ou seja, leve sua carteirinha, pois ela vale lá sim.

O acervo fixo do museu é impressionante. Entre os destaques, Salvador Dalí, Goya, Munch, Matisse, Picasso, Frida Kahlo e Cézanne. Entre as obras, é possível ver de perto – muito perto – “Noite Estrelada” de Van Gogh, “Roue de Bicyclette” de Duchamp, “The Fake Mirror” de Magritte e as famosas latas de sopa Campbell’s de Andy Warhol. Até Yoko Ono tem peças lá.

Van Gogh
Magritte

É uma viagem incrível, pois a umidade e a temperatura do lugar são controladas e as obras mais valiosas ficam longe da luz do sol. Isso torna desnecessário redomas de vidro e fitas de isolamento que nos deixam a metros de distância dos objetos. Ah, e fotografar sem flash é permitido!

Além disso, o lugar abriga exposições que vão além de pinturas e desenhos. Por lá também encontramos esculturas e arte performática – e eu presenciei uma muito interessante de Marina Abramović, a famosissíma “The Artist Is Present”.

O MoMA não é muito grande. São seis andares, mas ele é muito bem sinalizado e dividido, perfeito para ser conhecido por inteiro durante uma manhã.

Se você estiver planejando uma visita à cidade, ele fica na West 53 St, número 11. Vale muito a pena, é de chorar de emoção – o que aconteceu comigo literalmente.

Eu felizão

*Texto escrito em abril/maio de 2010. Para ler todos os textos sobre Nova York, clique aqui!

I love New York


Quando a gente ouve falar alguma coisa de Nova York, logo aparece na nossa cabeça aquela camiseta branca escrita “I (coração vermelho) NY”. E de onde é que veio isso?

A primeira ideia veio do Departamento de Comércio do Estado de Nova Iorque, em 1977, que queria promover o turismo em todo o estado. Enquanto isso, lá no estado de Virginia, a galera também estava querendo atrair turistas e tinha lançado o slogan “Virginia is for lovers”, que vinha acompanhado de um coraçãozinho.

Como a campanha em Nova York iria durar cerca de dois meses, não rolou nada de muito criativo não. Chamaram o designer Milton Glaser, mesmo que bolou a logo da DC Comics, e ele criou o tal “I (love) NY” e pronto. Mas ninguém sabia que, além de atrair turistas, o negócio viraria a bandeira de todo mundo que morava por lá e tinha orgulho da cidade.

A logo permaneceu exatamente a mesma desde então devido ao enorme sucesso que teve na cidade de Nova York. Aliás, na verdade, ela foi mudada uma vez, depois do ataque ao WTC. Na época, o coração ganhou uma manchinha escura no lugar correspondente à ilha de Manhattan e uma frase adicional: “I (love) NY more than ever”.

O negócio é que a camisa virou um símbolo da cultura pop dos EUA por aqui. Todo lugar tem essa logo impressa em tudo quanto é objeto que você pode imaginar, de camisetas a canetas, xícaras e imãs. A maioria delas, claro, não é licenciada. E isso é uma pena, pois a renda dos produtos originais vai para a New York Heart Foundation, que banca pesquisas sobre várias doenças cardíacas.

A febre é tanta que, se uma camisa original custa 15 dólares – o que não é caro – as falsificadas chegam à custar menos de $ 2 cada, pois aparecem em promoções absurdas de “leve 7 camisas e pague 10 dólares”. Se quiser fazer uma compra consciente, verifique se a etiqueta tem a marca holográfica de originalidade e prefira comprar em lojas grandes – Times Square é cheia de lojinhas muito das vagabundas.

Outra prova do sucesso da logo é o número de imitações e paródias que existem dessa blusa. São inúmeras, não há nem espaço nesse blog para falar todos. Mas um bom exemplo é que a Cruz Vermelha já fez produtos substituindo o coração por sua fitinha e que, em 2001, quando a Apple abriu sua primeira loja na cidade, todo mundo ganhou bottons com os dizeres “I (maçã) NY”. Eis alguns outros:


*Texto escrito em abril/maio de 2010. Para ler todos os textos sobre Nova York, clique aqui!

O dinheiro em Nova York

A primeira coisa que percebi quando cheguei por aqui é que o número de gírias desse povo não é brincadeira. Tudo bem, todo lugar tem as suas e logo eu me acostumo – não assisti 10 anos de “Friends” à toa. Mas a gíria que mais chama atenção é a do dinheiro. Cada valor tem um nome próprio e isso confunde qualquer um acostumado a chamar a moeda de 10 centavos apenas de “moeda de 10 centavos”. Então fiz meu guia:

– 1 centavo (penny): a moeda acobreada se multiplica incontrolavelmente no seu bolso, pois o povo é muito literal por aqui. Se o treco custa 99 cents, com certeza eles vão te devolver o 1 cent;

– 5 centavos (nickel): essa moeda prateada era o valor da entrada dos cinemas infantis antigos, chamados de Nickel Odeon, daí veio o nome do canal de TV;

– 10 centavos (dime): a moeda de dez centavos é um pouco menor do que a de 5 centavos o que eu achei maluco – e também achei “I Love Rock N Roll” (“so put another dime in the jukebox, baby!”);

– 25 centavos (quarter): bonitona e útil, já que serve em telefones públicos, máquinas de refrigerantes e parquímetros;

– 50 centavos (half dollar): é uma moeda fantasma, não chegou nenhuma até as minhas mãos;

– 1 dólar (one dollar): lembra a nossa de 1 real e a de 2 euros, devo ter visto umas três delas. Deve ser porque, ao contrário do Brasil, a nota desse valor ainda é muito usada.

*Texto escrito em abril/maio de 2010. Para ler todos os textos sobre Nova York, clique aqui!

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