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Coleção Vaga-Lume chega aos cinemas!

Os livros “O Mistério do Cinco Estrelas” e “Um Cadáver Ouve Rádio” vão virar filmes. Os dois foram escritos por Marcos Rey e fazem parte da famosa coleção infanto-juvenil Vaga-Lume.

Pela produtora RT Features e com roteiros de André Sirangelo, os dois longas serão rodados simultaneamente e com a mesma equipe.

Pra quem não leu ou não lembra, os livros contam as aventuras de Leo, Gino e Ângela. Em “O Mistério do Cinco Estrelas”, de 1981, o trio investiga um assassinato em um hotel de luxo. Já em “Um Cadáver Ouve Rádio”, de 1983, eles tentam desvendar a morte de um sanfoneiro encontrado morto ao lado de um rádio ligado.

(via Oi FM)

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Dom Casmurro no Facebook

Ilustração de Beatriz Carvalho.

O mais engraçado é o Escobar curtindo a foto do moleque!

“Por Que os Homens Preferem as Divas”

A editora LeYa Brasil lançará este ano o livro “Por Que os Homens Preferem as Divas”, escrito por ninguém menos que Miss Piggy.

Mundialmente conhecida por seus filmes e sua elegância, a queridinha da América resolveu reunir todo o seu conhecimento para ajudar as mulheres do mundo.

O livro da über porca – originalmente “The Diva Code” – é recheado de dicas. Eis duas:

-Ele simplesmente não está pronto para um compromisso? Miss Piggy aconselha: Você dá a ele o prazer de sua companhia e em troca ele diz que não está pronto para um compromisso? A melhor defesa é o ataque: nunca desista e nunca deixe de tomar a iniciativa!

– Ele é obcecado por status? Miss Piggy soluciona: – Tudo gira em torno das melhores marcas, do carro da moda, do relógio de pátina, da viagem do momento… O que fazer? Dê a ele meu telefone!

Não sei se pega por aqui, mas talvez seja um presente coringa nesse final de ano, né?

Falando nela, aqui tem um vídeo dos Mupets com Olly Murs e aqui um outros deles cantando LCD Soundsystem!

(via Porto)

Harry Potter vai chutar a sua bunda

O Gustavo Mini escreveu um texto sobre como Harry Potter vai chutar a sua bunda no futuro caso você tenha cerca de 20 anos de idade e não tenha lido nenhum livro do bruxo ou visto alguns dos filmes:

Há um tempão li um artigo muito legal na Esquire a respeito da importância do Harry Potter para a cultura pop contemporânea. O ponto do jornalista Chuck Klosterman era muito simples: se você não está acompanhando a série agora em algum nível, prepare-se para ser excluído: você vai perder o fio da meada da maior parte dos produtos da cultura pop dos próximos trinta anos.

Se você tem aí entre 25 e 35 anos, com certeza teve algum nível de contato com “Star Wars” ou “Os Trapalhões”. Da mesma forma, deve ter amigos que não absorveram essas referências e hoje têm dificuldades em serem engajados por determinadas músicas, programas de televisão, filmes ou seriados produzidos hoje. Tenho um amigo que passou batido pelos Trapalhões por morar nos EUA e o melhor do “Hermes e Renato” não faz nem coceirinha nele.

A disco music e o Monthy Pyton são outros exemplos clássicos. Sem o Monty Phyton, não existiria TODA a publicidade contemporânea, especialmente a produzida entre 1995 e 2005. Sem a disco music, não teríamos uma cinzenta área sexual que permite homens chegarem perto do limiar da homossexualidade sem se comprometer demais, mas isso é outro assunto.

De volta ao cerne da questã.

A princípio, parecemos estar falando a respeito de um universo bastante restrito formado pelo entretenimento masculino jovem de classe média ocidental. Mas isso é o suficiente para causar uma fissão nuclear. Piadas internas de “Star Wars” não ficaram presas à órbita desses imberbes. Elas ganharam o mundo, chegaram a paródias de Bollywood e letras de funk carioca. Isso acontece porque os representantes mais intensos dessa cultura, à medida que crescem, passam de fãs a pessoas extremamente bem posicionadas na indústria cultural, chegando ao posto de produtores de cultura pop mainstream.

Resumindo: quem vai escrever, produzir, dirigir e criticar os seriados, as músicas, os filmes e os games das próximas décadas passou as últimas se embebendo da cultura da magia, especialmente em “Harry Potter”, mas também através da trilogia “Senhor dos Anéis”, pra não falar de todo o caldo esotérico-tecnológico de “Matrix”.

É ou não é?

E já começou, viu, gente…

E se “Space Oddity”, do David Bowie, fosse um livro infantil?

O ilustrador Andrew Kolb fez uma coisa maravilhosa e que vai agradar todo mundo que gosta de David Bowie: transformou um dos clássicos do cara, a canção “Space Oddity”, em um livro infantil. Dá pra baixar o PDF no site dele, mas copiei os desenhos abaixo. Uma das coisas de mais bom gosto que já vi. Lindo, lindo, lindo.

Se quiser, dê play na música enquanto lê o livro, dá um ar ainda mais legal aos desenhos.

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O que o Google está escondendo de você

Do blog Livros: O ex-programador de computadores e atual ativista e cientista político Eli Pariser lançou seu primeiro livro, “The Filter Bubble: What The Internet is Hiding From You” (alguma coisa como “a bolha-filtro: o que a internet está escondendo de você”).

Nele, Pariser tenta mostrar como as search engines (Google, Yahoo! e até Facebook) estão filtrando informações que julgam ser irrelevantes para cada um de nós, baseados em nossos hábitos de busca.

O problema, diz o autor, é que, quando isso acontece, deixamos de ser expostos a ideias contrárias, a opiniões que possam divergir das nossas, e vamos sendo jogados na direção daqueles que se parecem, filosoficamente e idealisticamente, com cada um de nós.

O exemplo disso é simples: se você e eu dermos um Google na palavra Jesus, os resultados da busca serão essencialmente diferentes em nossas páginas. Com base em minhas buscas passadas, os “robôs” talvez já tenham entendido que sou agnóstica e vão me mandar apenas os resultados que julgam ser mais pertinentes e interessantes. Enquanto, por exemplo, minha amiga católica, fazendo a mesma busca, vai receber páginas bastante diferentes das minhas.

Uma das temeridades dessa “edição” é que não ficamos sabendo o que deixou de ser mostrado. Trata-se de um pensamento que me apavora especialmente porque não vejo outra forma de maturidade intelectual que não seja a de nos expor a ideias e pensamentos contrários aos nossos. E a internet, ao contrário de qualquer outro meio de comunicação, vinha com a promessa de conseguir fazer isso.

Miranda July e suas capas

Achei esse texto de 2005 da diretor Miranda July sobre a capa do DVD de seu novo filme na época, “Me and You and Everyone We Know”, que é muito bom. Achei curioso e engraçado o post dela, olha só:

A ilustração acima não se parece com a capa verdadeira do DVD. É um substituto pois eu não gosto da capa de verdade pois, ao contrário do filme, ela não reflete minha alma. Eu sei que é comum que o diretor nem opine na capa dos seus filmes, mas tenho certos valores que, no fim das contas, acabam indo contra o funcionamento de certas coisas. (…) A próxima leva de DVDs serão com a capa que eu vou fazer. Isso é um alívio pois perdi horas de sono com aquela frase da capa, “A pessoa que você está esperando encontrar está esperando ser encontrada”. Eu deitava de noite me perguntando quem escreveu aquilo e de onde ela pensou numa coisa que pudesse ser tão a minha cara. (…) Oh, escritor de tag-lines da Sony, me mande um e-mail. Não vamos conversar sobre a capa ou a frase, isso é coisa do passado, mas talvez a gente possa conversar sobre nossas esperanças e sonhos de uma indústria onde grande importância é dada a cada passo do processo.

Devo enfatizar que o novo DVD não vai sair enquanto as primeiras versões não se esgotarem. Então não pense “Bom, vou deixar que os outros comprem os DVDs e espero os novos”. Pois se você está lendo isso neste momento, é sua obrigação. Não é tão importante como, por exemplo, votar, mas utiliza quase os mesmos músculos. (…)

Irônica a moça, né? Falando em capas, no site dela tem uma foto muito legal das capas que seu livro de contos (que é muito bom e delicado) ganhou ao redor do mundo.

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