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Crítica: “O Artista”

George Valentin é a fina flor dos atores de filmes mudos. Absolutamente tudo que ele faz é um sucesso. Ou era, até que chegam os filmes falados e ele simplesmente não se adapta. Enquanto isso, Peppy Miller, uma de suas fãs, passa de dançarina a atriz e vira a nova queridinha dos filmes com som. “O Artista”, filme francês mudo e preto e branco de Michel Hazanavicius, usa esses dois personagens fictícios para falar sobre esse momento peculiar da história hollywoodiana.

Afinal, estamos acostumados com filmes falados, mas coloque-se no lugar do público da época e é fácil entender a fascinação que um filme com falas pode causar. Mas melhor, coloque-se do lado da indústria: um bom ator de filme mudo não é necessariamente um bom ator de filme falado; não é apenas dizer o texto, é toda uma maneira completamente diferente de atuar – e a indústria precisava de novos talentos. “Cantando na Chuva” é outro filme que mostra esse momento, mas são películas bem diferentes.

A dupla de estrelas é interpretada com entusiasmo e química por Jean Dujardin e Bérénice Bejo. Outro destaque é John Goodman como o empresário deles e o motorista interpretado por James Cromwell. Sem falar, claro, no lindo cão de estimação de Valentin, um jack russell terrier que arranca risadas e suspiros durante o longa.

A indicação ao Oscar faz as salas de “O Artista” ficarem sempre cheias. E o número de desavisados desinteressados é proporcional, mas não se deixe afetar! Nada que uma mudança de poltrona ou alguns “shhh” não façam efeito.

Uma coisa importante de se observar é que a homenagem ao cinema mudo é bem clara, mas não é piegas nem nostalgicamente cega – hora nenhuma sugere-se que tal ou tal maneira é a melhor ou mais correta maneira de fazer filme. Existem vários jeitos, existem vários filmes e todos têm seu valor.

E olha, já é um feito fazer qualquer plateia ir ao cinema ver um filme mudo (e que não é de comédia) hoje em dia. Mas a mensagem que fica é mesmo essa: mudo ou falado, preto e branco ou colorido, o melhor tipo de filme é o filme bom.

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“Varekai”: uma viagem fantástica aos primórdios do circo

Um Ícaro despenca do céu para o interior de um vulcão e descobre uma uma floresta onírica, habitada por criaturas extraordinárias que manipulam seus corpo, o fogo e a gravidade como se fossem simples brincadeiras. Nesse cenário, o jovem é levado a superar seus limites e o temor ao desconhecido em sua busca e, cada vez maior, vontade pela vida. Essa é trama de “Varekai”, o espetáculo criado e dirigido por Dominic Champagne, que o Cirque du Soleil traz a Belo Horizonte a partir desta quinta feira, 19 de janeiro.

A palavra “Varekai” significa “em qualquer lugar” na língua dos ciganos, os eternos nômades. Esse espetáculo é uma homenagem ao espírito errante, à alma e à arte do circo. No picadeiro, 58 artistas se revezam em malabarismos, danças, acrobacias e voos, além dos incrivelmente divertidos palhaços. O show tem quase 2h de duração e é dividido em dois atos por um intervalo de 30 minutos, mas a sensação que fica é a de tê-lo assistido em um só fólego.

As apresentações são explosivamente coreografadas à perfeição. Por mais que em alguns números não exista grande dificuldade em termos de técnica circense, o segredo do Cirque du Soleil é executar tudo combinado a efeitos, luzes, cenários e figurinos de tirar o fôlego. “Varekai” combina alta tecnologia a um resgate de números tradicionais nos primórdios do circense como os Jogos Icarianos, nos quais um corpo se torna uma catapulta de outro corpo em uma incrível demonstração de força, agilidade e equilíbrio cuidadosamente sincronizada.

Destaque para a primeira apresentação do espetáculo: o Voo de Ícaro. Uma rede faz as vezes de vários tipos de tecidos circenses e o personagem alterna figuras e quedas que simbolizam estar aprisionado e lutar até a liberdade. O artista se une ao aparelho de tal maneira que quase reincorpora as asas ao personagem Ícaro e o faz voar novamente por sobre o picadeiro. Também chamou minha atenção o número das Faixas Aéreas, no qual dois performers voam sobre a plateia suspensos pelos braços até encontrarem-se e fundirem seus movimentos em acrobacias e equilibrismos que quase os tornam um só.

Na capital mineira, o Cirque du Soleil fica até o dia 12 de fevereiro na Avenida Clóvis Salgado, ao lado da Toca da Raposa I, na Pampulha. Os ingressos vão de R$56 a R$585, variando de acordo com a localização do assento. O picadeiro, porém, é projetado para oferecer uma ótima experiência independentemente do setor escolhido.

(texto de João Henrique Eugênio)

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Crítica: “Submarine”

“A boca dela tinha gosto de leite, bala Polo e Dunhill International”, diz Oliver Tate, um menino de 15 anos, ao beijar Jordana, a segunda garota de sua vida – mas a primeira que ele gostava de verdade, uma menina que odeia romance.

A história é de “Submarine”, longa baseada no livro com o mesmo nome já lançado no Brasil, do autor Joe Dunthorne. O diretor Richard Ayoade é quem conta a história de Tate, um jovem que detesta a escola pois está focado em impedir o divórcio de seus pais e em perder a virgindade.

Não se engane com a produção executiva de Ben Stiller escancarada nos cartazes, a comédia de “Submarine” é agridoce e bem menos afetada do que as dele geralmente são. A edição lembra “Amélie Poulain”, mas é menos caricata, a sensação da história lembra “Juno”, mas é tudo menos idealizado (talvez mais gélido). “Submarine” é uma tragicomédia mais real, retratando as angústias, planos e pensamentos secretos típicos dos garotos dessa idade. E também a inocência que, na época, não percebemos ter. A obra soa toda familiar, lembra muitas coisas, mas é original ao mesmo tempo.

E a ótima trilha é de Alex Turner, do Arctic Monkeys. Seu trabalho solo é mais baseado em violão e piano, com letras bem bonitas e que casam muito bem com as cenas em que estão. A trilha foi produzida por James Ford, do Simian Mobile Disco. Sabe as músicas de Simon & Garfunkel em “Primeira Noite de Um Homem” ou as de Cat Stevens em “Ensina-me A Viver”? Pois é, lembra.

Enfim, falei demais. Veja o trailer e entenda, é melhor. Recomendo o longa para todo mundo que já teve 15 anos.

(Não está em cartaz por aí? É fácil, fácil achar pra baixar…)

Dica de série: “Mildred Pierce”

Mildred Pierce é uma mulher com duas filhas que acaba de ser abandonada pelo marido – o que é o fim do mundo se levarmos em consideração que ela vive na Los Angeles de 1930. Era ultrajante mulheres de classe média trabalharem fora. Mas isso precisou mudar e a história dessa série é um pouco sobre isso, a carreira que ela constrói para si e o futuro melhor que tenta dar às meninas. Mas, como na vida real, tudo que é considerado uma constante é colocado em cheque constantemente e é interessante acompanhar as lutas que essa mulher precisa enfrentar no seu dia a dia.

Mas o que faz da história uma obra prima complexa é a relação de amor e ódio entre Mildred e sua filha mais velha e a relação de dominação que a mãe solteira cria com seus amantes e amigos. Curioso perceber como estão todos sozinhos – mesmo dentro de uma família esteticamente feliz e/ou unida. Não por acaso, o livro no qual a série foi baseada, “Mildred Pierce”, de 1941, escrito por James M. Cain, é considerado “hardboiled”.

Apenas quatro ano depois, a história foi adaptada para o cinema, com Joan Crawford, e ganhou um Oscar. Mas pelo visto, a minissérie da HBO, exibida em março deste ano, é superior no quesito de fidelidade à obra. A “Mildred Pierce” de 2011 foi a recordista de indicações ao Emmy, com 21, e deve levar vários para casa no dia 18 de setembro.

Kate Winslet mostra, mais uma vez, que é uma das melhores atrizes de sua geração em cenas delicadas e emotivas de um jeito que ela faz muito bem. A filha, Veda, é lindamente interpretada na vida adulta por Evan Rachel Wood. Outros destaques do elenco são Guy Pierce e Melissa Leo. A direção (e parte do roteiro e da produção) é de Todd Haynes, já conhecido por “Longe do Paraíso”, com Julianne Moore, “Velvet Goldmine” e por “I’m Not There”, pseudo-biografia de Bob Dylan.

São apenas cinco episódios que podem ser baixados clicando aqui. Se você não for do tipo que gosta de fazer maratona de uma série e sim ver um episódio por dia, uma dica: do capítulo 3 para o 4 há um pulo de 10 anos. Se for fazer um intervalo, faça entre estes episódios. Vale assistir!

Crítica: “Meia-Noite em Paris”

Hoje estreia “Meia-Noite em Paris”, mais novo filme de Woody Allen, cheio de elementos já familiares aos fãs do cineasta. Mas, em essência, a história é diferente e original. E nem precisa dizer que ficar duas horas vendo a cidade europeia causa uma vontade quase incontrolável de viver lá.

Os personagens (ou suas características principais) também são familiares a quem já viu algumas outras obras de Woody Allen. Gil, personagem de Owen Wilson, é o típico alter ego do diretor: resmungão e sempre pensando em voz alta. Wilson não é o melhor ator do mundo – acho que todos concordamos aqui -, então essas características ficam meio babacas na voz dele. Parece que ele está a um passo de olhar para a câmera e falar diretamente com o espectador (não que isso seja ruim ou que Allen nunca tenha usado o recurso, mas “Meia-Noite em Paris” já tem fantasia demais até para essa impressão).

Mas ele não estraga o filme, claro. E a química dele com Rachel McAdams, sua noiva mimada, é ótima e cria situações engraçadas por sensação. Todo mundo já conheceu uma família frívola e, ao mesmo tempo, dramática como a dela.

Mas o filme não é exatamente sobre nenhum dos dois e sim sobre os peculiares personagens que Gil, inexplicavelmente, conhece: Cole Porter, Fitzgerald, Hemingway, Picasso, Dalí, Luis Buñuel e por aí vai. O cara é um escritor que está apaixonado pela cidade sob a chuva e parece ser um dos únicos ao redor que enxergam mais em Paris do que monumentos antigos e lojas da Dior. Seu desejo de viver no passado é tão grande que, todos os dias à meia-noite, se transporta para Cidade Luz de 1920 e conhece essas figuras, tendo a chance de papear um pouco com cada uma.

Essa sensação está bem colocada no cartaz original do filme, onde o céu de Paris é pintado por Van Gogh. No Brasil só chegou o pôster de Owen abraçadinho com Rachel em um fundo claro, sugerindo uma comédia romântica água com açúcar. Tudo bem, cada país tem o seu mercado de espectadores, mas o outro pôster é mais bonito, né?

Aos que estranham esse enredo, é interessante ver Woody Allen falando do próprio filme dentro dele. Em uma crise criativa escrevendo seu romance, Gil percebe que o que falta na obra: ela está presa demais à realidade, ele precisa se permitir algumas licenças poéticas, alguns eventos sem explicação. E isso o filme tem em excesso. E qual o problema de ter?

Ah, teve muito burburinho por esse ser o primeiro filme de Carla Bruni, ex-modelo e atual primeira-dama da França. Ela não é ruim, mas aparece em apenas três cenas. Sua personagem não tem nem nome. Então não se empolgue muito.

A visão de Woody Allen de como seria uma conversa com a turma surrealista é um momento bem divertido do filme, a Zelda Fitzgerald de Alison Pill é ótima, Michael Sheen é um pedante de primeira, mas eu destacaria mesmo é Corey Stoll no papel de Hemingway, falando com pulmões cheios pérolas de sabedoria do autor norte-americano. Suas palavras são alguns dos belos momentos de inspiração do longa.

Mas nem tudo são flores. Vivendo “no passado”, Gil se apaixona por Adriana – a bela Marion Cotillard – e não precisa pensar duas vezes: é ela quem ele quer. Mas Adriana, que já namorou os mais famosos artistas de sua época, não é tão fascinada assim com o seu tempo e coloque em xeque até a fascinação do próprio Gil com os anos 20.

“Meia-Noite em Paris” mostra que, não importa a época, sempre há a ideia de que “as coisas eram melhores antes”. Mas conclui que nenhum passado é melhor se você prestar bastante atenção no que está fazendo no seu presente – mas sem ser piegas como essa frase que resume a ideia.

Veja o trailer abaixo!

Os Detonautas e o oportunismo

Faço minhas as palavras do amigo Rodrigo James.

Em primeiro lugar, se você não ouviu, é bom escutar: a versão dos Detonautas para “Back In Black”, do AC/DC. Se não quiser chamar de versão, tudo bem, invente outro nome.

Esta versão apareceu na internet ontem e imediatamente circulou. Foi tão rápido que em poucos minutos umas 10 pessoas já haviam me mandado o link. Então fui ouvir.

Não sei que tipo de reação a música provoca em vocês, mas eu tenho imediatamente um sentimento de amor e/ou ódio. Pode até ser que mude com o tempo, mas o primeiro contato conta muitos pontos. E eu preciso confessar que não me lembro de uma música me deixar tão revoltado quanto esta. Me senti como se tivesse sido agredido fisicamente, tamanho o mal estar que ela me causou. Eu sei, podem me chamar de passional, mas é isso mesmo que sou em relação à música. Defendo com unhas e dentes minhas convicções, como se fosse o meu time de futebol. Aliás, não é a primeira vez que alguém compara música e futebol.

E então fui procurar o que Tico Santa Cruz havia dito sobre isso. E me deparei com a seguinte frase:

“Adoro ler essas críticas desses roqueiros de gavetas que não fazem porra nenhuma pelo rock no Brasil. Estamos tentando mudar a cena e vocês nem ajudam, só criticam! Então vai escutar emo nas rádios”

Num primeiro momento, pensei ser um fake. Não é possível que um cara que faça música realmente ache coisas como estas ou que tenha um discurso tão anos 60 como este. “Mudar o mundo”? “Críticas de roqueiros de gavetas”? “Vão escutar emo nas rádios”? Será que voltei aos anos 60 e não estou sabendo? E que tipo de serviço você tem prestado ao rock no Brasil, Tico?


Foi quando me deparei com a letra. Separem um tempinho para ler:

Querem me calar mas mesmo assim
Eu sigo na missão e vou lutando até o fim
Se o radio não toca rá,não tem problema
Entro pela internet depois quebrando teu sistema
Censura, boicote, alienação
Querem jovens idiotas pro futuro da nação
Mas não foi sempre assim e nem precisa ser
Quebre essa corrente então bota pra foder
Com esses moleques retardados criado em shopping
Todos afetados, cérebro de brócoles
Dizem que isso é rock isso não é rock não
Rock é isso aqui então aprende esse refrão
Heeeeeeheee
I’m back in black, cuz’ i’m back in black
Se me bloqueiam de um lado, eu me infiltro do outro
Eu sou pior que um rato eu entro pelo esgoto
Voltei de perto pro combate sem medo de apanhar
Eu não sou jesus cristo então vou revidar
A brincadeira é rebeldia, sem inteligência
Essa vidinha de gato é realmente deprimente
Ninguém questiona nada, ninguém contesta
Aceitam tudo calados ou somente detesta
Quando eu mudo minha faceta
Vejo o outro lado
Chega de exaltar esse glamour falsificado
Eles dizem que isso é rock, rock é isso aqui
Aprende com quem sabe ai ac/dc
Heeeeeeheee
I’m back in black, cuz’ i’m back in black
Não foi capa de revista nem colirio da capricho
Lembro quando mtv tocava rock e era o bicho
Tentaram me calar mas olha eu aqui de novo
Junto com os parceiros rá eu quebro o jogo
Quebrando a banca, curtindo o movimento
Atitude e conciencia é conhecimento
Chega de aturar essa enganação aprende com quem sabe
Cante esse refrão
Heeeeeeheee
I’m back in black, cuz’ i’m back in black

(…)

Fazer cover de AC/DC muitos já fizeram. Carlos Santana fez em seu último disco e, à parte a versão da mesma música ter ficado aquém da original, ninguém o chamou de oportunista ou ficou revoltado. Porque dá pra entender o projeto de Santana, mesmo que não gostemos.

Ao pegar a base de “Back In Black” e colocar uma letra com todos os clichês do rock de butique, o Detonautas ou seu mentor, Tico Santa Cruz, acabam indo contra seu próprio discurso. Vocifera contra tudo e contra todos mas não percebe que ele é parte deste mesmo universo descrito na letra. Soa bobo, datado, infantilóide e até um pouco inocente. A atitude nem sempre está encrustada na frase “eu tenho atitude”, mas exatamente no oposto. Pelo contrário, soa sim bastante oportunista e feito sob medida para agradar à geração de adolescentes que acham que rock é tudo isso que ele coloca na letra.

Top 3 acertos de “Somewhere”

Acabei de assistir “Somewhere”, mais recente filme de Sofia Coppola. Ele conta a vida de Johnny Marco (Stephen Dorff), um ator milionário, blasé e que só quer saber de festa, cuja vida muda um pouco ao ser forçado a passar mais tempo com sua filha de 11 anos, Cleo (Elle Fanning). Ao invés de uma crítica longa, resolvi fazer um top 3 – que pode conter spoilers, tô avisando.

3 – A fama como objetivo
Em “Lost in Translation” a gente vê um astro de Hollywood que parece aquele cara que era comprometido com o teatro e que acabou nos filmes pelo dinheiro e ficou preso no status quo da coisa toda, incluindo aí seu casamento. Em “Somewhere” parece que estamos diante do mesmo tipo de pessoa, um pouco antes da carreira – mas não é. Johnny parece muito mais uma dessas pessoas que tratou a fama como objetivo e não como consequência. Ele parece entediado nos raros trabalhos que faz, entediado com as pessoas que conhece, conversa e transa – e ainda sofre da paranóia de ser perseguido por fotógrafos. Eis um lado da fama que poucos sabem existir.

2 – As cenas decisivas onde nada acontece
Assim como vemos nos outros filmes da diretora, muito da ação aparece nas cenas onde a impressão é que nada acontece. Hoje, vários filmes depois, nossos olhos estão treinados melhor para isso, mas muita coisa escapa e ainda rola a sensação de “nossa, que cena inútil/longa”. Os momentos onde isso não acontece, com certeza, são dois: a conversa sem palavras de Cleo com seu pai à mesa de café da manhã na Itália e a deles na piscina, tendo uma tea party imaginária. Simplesmente hilárias – de maneiras bem diferentes.

1 – A música
A cena da piscina é seguida por eles tomando sol ao som de “I’ll Try Anything Once”, uma versão demo de “You Only Live Once”, do Strokes. Simplesmente magnífica a letra e casa tão bem com a cena e a situação toda do filme que pode trazer lágrimas. Outro momento interessante e quase subliminar é “Cool”, de Gwen Stefani, enquanto a menina pratica patinação no gelo. Já mencionamos aqui como essa letra é bonita, mas vale lembrar: fala sobre um relacionamento cujas feridas cicatrizaram e sobre como as crianças cresceram, tal qual no filme. E que gracinha eles no “Guitar Hero” e o violeiro italiano cantando “oh, let me be your teddy bear”…

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