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“Vou Rifar Meu Coração”, dia 26, em BH!

Do João: O Palácio das Artes vai exibir na próxima segunda-feira, 26 de março, o documentário “Vou Rifar Meu Coração”, da cineasta carioca Ana Reiper. O filme apresenta um apanhado sobre o imaginário romântico, pornográfico e afetivo do brasileiro a partir da obra de cantores da música popular romântica, também conhecida como “brega”.

Por meio de histórias reais, a diretora constrói crônicas com amores e dramas de pessoas anônimas, que dialogam com canções de artistas como Agnaldo Timóteo, Waldik Soriano, Amado Batista e Wando. Entre os casos, Ana Reiper traz entrevistas com os cantores e compositores, compondo um verdadeiro panorama do brega nacional.

Com diversos prêmios em festivais de cinema pelo país, “Vou Rifar Meu Coração” entra oficialmente no circuito comercial de cinema no início de abril. Em Belo Horizonte, o filme será exibido em uma pré-estreia com a presença da diretora, às 19h no Cine Humberto Mauro, do Palácio das Artes. Entrada gratuita.

Confira o trailer do filme clicando aqui!

Serviço:
Filme: “Vou Rifar Meu Coração”
Dia: 26 de março
Horário: 19h
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes
Entrada franca

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“Varekai”: uma viagem fantástica aos primórdios do circo

Um Ícaro despenca do céu para o interior de um vulcão e descobre uma uma floresta onírica, habitada por criaturas extraordinárias que manipulam seus corpo, o fogo e a gravidade como se fossem simples brincadeiras. Nesse cenário, o jovem é levado a superar seus limites e o temor ao desconhecido em sua busca e, cada vez maior, vontade pela vida. Essa é trama de “Varekai”, o espetáculo criado e dirigido por Dominic Champagne, que o Cirque du Soleil traz a Belo Horizonte a partir desta quinta feira, 19 de janeiro.

A palavra “Varekai” significa “em qualquer lugar” na língua dos ciganos, os eternos nômades. Esse espetáculo é uma homenagem ao espírito errante, à alma e à arte do circo. No picadeiro, 58 artistas se revezam em malabarismos, danças, acrobacias e voos, além dos incrivelmente divertidos palhaços. O show tem quase 2h de duração e é dividido em dois atos por um intervalo de 30 minutos, mas a sensação que fica é a de tê-lo assistido em um só fólego.

As apresentações são explosivamente coreografadas à perfeição. Por mais que em alguns números não exista grande dificuldade em termos de técnica circense, o segredo do Cirque du Soleil é executar tudo combinado a efeitos, luzes, cenários e figurinos de tirar o fôlego. “Varekai” combina alta tecnologia a um resgate de números tradicionais nos primórdios do circense como os Jogos Icarianos, nos quais um corpo se torna uma catapulta de outro corpo em uma incrível demonstração de força, agilidade e equilíbrio cuidadosamente sincronizada.

Destaque para a primeira apresentação do espetáculo: o Voo de Ícaro. Uma rede faz as vezes de vários tipos de tecidos circenses e o personagem alterna figuras e quedas que simbolizam estar aprisionado e lutar até a liberdade. O artista se une ao aparelho de tal maneira que quase reincorpora as asas ao personagem Ícaro e o faz voar novamente por sobre o picadeiro. Também chamou minha atenção o número das Faixas Aéreas, no qual dois performers voam sobre a plateia suspensos pelos braços até encontrarem-se e fundirem seus movimentos em acrobacias e equilibrismos que quase os tornam um só.

Na capital mineira, o Cirque du Soleil fica até o dia 12 de fevereiro na Avenida Clóvis Salgado, ao lado da Toca da Raposa I, na Pampulha. Os ingressos vão de R$56 a R$585, variando de acordo com a localização do assento. O picadeiro, porém, é projetado para oferecer uma ótima experiência independentemente do setor escolhido.

(texto de João Henrique Eugênio)

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Goya ganha exposição e seminários gratuitos em BH

Entre os dias 4 e 30 de outubro, Belo Horizonte recebe a arte do pintor e gravurista espanhol Franciso de Goya e Lucientes. A mostra é chamada “Los Caprichos de Goya” e traz 80 obras que integram a primeira série de gravuras produzidas pelo pintor, editada em 1799.

A exposição está montada no hall da Prefeitura de Belo Horizonte (Avenida Afonso Pena, 1212, Centro) e tem entrada franca. A visitação é de segunda a sexta, das 9h às 19h; sábados das 10 às 13h.

Por questionarem os valores da sociedade da época, as peças foram mal recebidas e acabaram sendo retiradas do mercado pelo Tribunal da Inquisição da Igreja Católica. As gravuras trazem imagens de prostituição, de crueldade materna, da gula dos frades, do matrimônio por conveniência e das crises familiares – as coisas não mudaram tanto, afinal, não é?

O material apresentado em Belo Horizonte pertence ao Instituto Cervantes e foi estampado para uma primeira exibição em Sevilha no ano de 1929. A mostra já esteve em Brasília, Recife, Rio de Janeiro e, depois daqui, será montada em Salvador.

Para compor a exposição também serão realizados dois seminários: o primeiro, sobre a arte de Goya, será conduzido pela professora de História da Arte da PUC Minas e coordenadora do Inventário do Patrimônio Cultural da Arquidiocese de Belo Horizonte, Mônica Eustáquio Fonseca, no dia 18 de outubro, às 19h.

No dia 20, também às 19h, o tema será “Goya e o Cinema”, exposto por Marta Ruiz Espinós, especialista em relações internacionais, diplomacia cultural e gestão cultural pela Universidade Complutense de Madri e pela Universidade Paris-Sorbonne.

Os seminários serão realizados no auditório da PBH e também têm entrada franca.

(via João)

“Quijote” chega a BH em apresentação gratuita

Baseado no romance “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, o espetáculo “Quijote”, obra-prima da companhia espanhola Bambalina Teatre Practicable, chega a Belo Horizonte nesta sexta-feira, 8 de julho, em uma única e gratuita apresentação no Centro de Cultura de Belo Horizonte (rua da Bahia, 1149).

A companhia Bambalina usa jogos de luzes e sombras, música original e dois sacerdotes marionetistas – vividos pelos atores Àngel Fígols e David Duran – que comandam diversos bonecos para criar um Dom Quixote de La Mancha mudo, mas eloquente, gótico, goyesco e expressionista. Com roteiro de Jaume Policarpo e direção de Carles Alfaro, o espetáculo apresenta o enlouquecer do mais famoso cavaleiro errante do mundo, desde quando lia obsessivamente até sua jornada em busca da amada Dulcineia. Através de episódios, como a batalha contra moinhos de vento, o espetáculo mostra como Quixote vai mesclando realidade e ficção até se ver humilhado para todos a sua volta e vencido por seu próprios demônios.

“Quijote” circula pelos palcos do mundo desde 1992, tendo sido apresentada em mais de 10 países. A peça chega ao Brasil por meio de uma parceria entre o Instituto Cervantes e a Fundação Municipal de Cultura de BH.

Evento: “Quijote” – Cia. Bambalina Teatro (Espanha)
Data: Sexta-feira, 8 de julho
Horário: 20h
Local: Centro de Cultura de Belo Horizonte (CCBH) – Rua da Bahia, 1149, esquina com Av. Augusto de Lima
Entrada franca
*Os ingressos serão distribuídos com meia hora de antecedência. Sujeito à lotação do teatro.

(via João)

3 Momentos: Pixie Lott

Da Isabela: Quem nunca ouviu falar dessa moça está perdendo – e não é pouco. Trata-se de uma cantora inglesa que mistura pop, R&B e soul. Ela lançou o CD “Turn it Up” em 2009, assim que fechou um contrato com a gravadora Mercury. Depois disso, seu apelidinho de família se tornou nome artístico e hoje ela já é famosa em esferas muito diferentes da música. Não entendeu muito bem? Vem comigo que eu te explico no caminho…

“Mama Do”, 2009

O primeiro single do tal álbum foi “Mama Do (Uh Oh, Uh Oh)” e aposto que você deve ter ouvido em algum lugar e não está ligando o nome, pois passou batido no Brasil. Mas ele atingiu o topo UK Singles Chart e ganhou disco de prata no Reino Unido. O B-side do single? Cover de “Use Somebody”, do Kings of Leon (na mesma sessão, gravou “Poker Face” da Lady Gaga também!)

O clipe é bem bonito, mostra Pixie e umas amigas encontrando seus respectivos namorados, fazendo dancinhas e se divertindo antes de voltar para casa. Saca só a mãozinha durante o clipe: teve tanto fã perguntando como se faz os estalinhos que ela gravou um vídeo ensinando. Clique aqui para conferir o tutorial.

Depois do sucesso, ainda em 2009, ela escolhe “Boys and Girls” como segundo single. O clipe da música é bem festinha cool, bem “Just Dance” da Lady Gaga de 2008. A canção conseguiu bastante sucesso e não desanimou os fãs que curtiram o single anterior da moça e logo alcançou o primeiro lugar na parada UK Singles Chart, conseguindo – ainda bem – tirar o recorde da cantora Pink, que estava lançando “Sober”. Pixie deu o maior salto em uma semana, o single saiu da posição 73 para a 1ª.

“Cry Me Out”, 2009

Mais tarde teve a grande ideia de lançar um clipe para a tão merecida “Cry Me Out” (assista aqui). Por cima da letra triste e bonita, um clipe em preto e branco, bem clássico, mostrando até os passinhos de balé que ela praticava na infância. Tudo foi filmado em Cuba e dirigido pelo Jake Nava, diretor de clipes da Beyoncé, de Leona Lewis e da Shakira. A canção pode não ter atingido primeiro lugar em nada, mas ficou no Top 20 do UK Top Singles.

Começando 2010 bem, o quarto single, “Gravity”, foi lançado no Reino Unido em março. Nessa época, Lott ganhou dois EMAs, Best UK & Ireland Act e Melhor Artista Push. A canção foi seu pior desempenho nos charts britânicos, mas deu a Pixie seu quarto Top 20 consecutivo.

A loirinha entrou em turnê com a Rihanna, em “Last Girl On Earth Tour”, fazendo apenas 10 shows de abertura, somente no Reino Unido. Alguns meses depois, Pixie começa a gravar de seu primeiro filme, “Fred: The Movie”, lembra dele?

Depois do filme, ela escolheu como quinto single do álbum a música que deu título ao CD, “Turn It Up”, a mais dançante do disco.

“Turn It Up”, 2010

A música fala sobre relacionamentos que não funcionam e de pessoas que insistem em ficar juntas até o último minuto. Mas isso não significa que tudo que aconteceu entre os dois deve ser apagado; que é bom deixar boas lembranças do tempo juntos, certo? No clipe (que conseguiu um grande número de thumbs up), o atual namorado dela participa, o gato do Oliver Cheshire!

Depois da pequena turnê promovendo o CD na Oceania, Europa e no Japão, acompanhando a banda The Saturdays, Pixie relançou o álbum, agora com o nome “Turn It Up (Louder)” e com a inclusão de cinco faixas. Entre elas o dueto com o cantor Jason Derülo e o sexto single da cantora, “Broken Arrow”.

Pixie Lott, prazer.

3 Momentos: Robyn

Do Thiago: Ela parece deslocada no tempo. E talvez, quem sabe, do espaço. O visual que beira a androginia, as danças super oitentistas e o figurino idem são só algumas das características que alimentam o pensamento de que Robyn não é bem o tipo de artista que nossa geração produz. Nas performances ao vivo, ela tem a capacidade de dominar o palco dançando como se ninguém tivesse assistindo e cantando sem desafinar. E tem a música. Ah… a música!

O que Robyn canta confunde. Fica difícil dizer se o som veio do futuro ou do passado. A sutileza dos violinos, a programação eletrônica que soa quase como uma evolução natural do Abba, a produção caprichada – ora puro barulho, ora pura delicadeza – acolhem e aproximam de imediato o ouvinte, cumprindo a missão de trazer a euforia da novidade e o conforto que só os déjà vus podem evocar.

Quando Robyn lançou “Robyn Is Here”, seu primeiro álbum, ela tinha apenas 16 anos. Foi desse disco, que contava com produções de Max Martin, que saíram 2 de seus singles de maior sucesso: “Do You Know (What It Takes)” e “Show Me Love”. Ambas as músicas chegaram ao Top 10 da Billboard – coisa que jamais se repetiria.

Era natural que o próximo passo da cantora era dominar ainda mais as paradas. Mas não foi isso que aconteceu. Em 1999, Robyn lançou “My Truth”, um disco que como o próprio título sugere soa mais sincero e confessional que o debut. Tratando de temas delicados como aborto e decepções, o disco não teve promoção internacional e fez com que o sucesso de Robyn na América fosse rapidamente esquecido.

Progredindo cada vez mais como artista e conquistando novamente o reconhecimento que lhe foi negado, nos anos seguintes Robyn lançou os álbuns “Don’t Stop The Music” e “Robyn”. Esse último, lançado de forma independente, mostrou a loira em seu estado mais puro fazendo um tipo de música que transcendia o pop radiofônico da época. E é dele que temos “Be Mine!”, nosso primeiro momento.

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“Inside Job”, a crise financeira e o MGMT

Do Urbe: Durante os créditos finais do documentário “Inside Job”, a música chamou atenção. Nem tanto pela letra – que mesmo sem ser literal parecia feita sob medida – e sim pelo som mesmo, retrô.

“Congratulations”, do MGMT, cavou uma segunda chance para o segundo disco, de mesmo nome. Continua abaixo do primeiro, porém algumas outras músicas pularam e já não parecem o desastre que as primeiras audições indicavam. A música título em questão é uma belezura.

O filme, vencedor do Oscar, é uma das melhores apresentações em power point já montadas. Também pudera, os nós da história são tão apertados que só com muito texto na tela e gráfico pra fazer sentido pra alguém que não trabalha no mercado financeiro.

As explicações são tão boas que no final você se sente um economista. A confusão armada pelos próprios bancos, desaguando na crise financeira de 2008 (uma embolação de títulos, laranjas e especulação de seguros) é um troço escandaloso. É mesmo difícil acreditar que não deu em nada.

Preocupante ver o Brasil galopar em direção ao crédito como regra de vida, esquecendo o passado de poupanças – que garantiu apenas uma famosa “marolinha” – aportar em nosso litoral na época da crise. É de se fazer pensar, mesmo com as vantagens imediatas que o sistema traz. O risco é enorme.

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