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“Varekai”: uma viagem fantástica aos primórdios do circo

Um Ícaro despenca do céu para o interior de um vulcão e descobre uma uma floresta onírica, habitada por criaturas extraordinárias que manipulam seus corpo, o fogo e a gravidade como se fossem simples brincadeiras. Nesse cenário, o jovem é levado a superar seus limites e o temor ao desconhecido em sua busca e, cada vez maior, vontade pela vida. Essa é trama de “Varekai”, o espetáculo criado e dirigido por Dominic Champagne, que o Cirque du Soleil traz a Belo Horizonte a partir desta quinta feira, 19 de janeiro.

A palavra “Varekai” significa “em qualquer lugar” na língua dos ciganos, os eternos nômades. Esse espetáculo é uma homenagem ao espírito errante, à alma e à arte do circo. No picadeiro, 58 artistas se revezam em malabarismos, danças, acrobacias e voos, além dos incrivelmente divertidos palhaços. O show tem quase 2h de duração e é dividido em dois atos por um intervalo de 30 minutos, mas a sensação que fica é a de tê-lo assistido em um só fólego.

As apresentações são explosivamente coreografadas à perfeição. Por mais que em alguns números não exista grande dificuldade em termos de técnica circense, o segredo do Cirque du Soleil é executar tudo combinado a efeitos, luzes, cenários e figurinos de tirar o fôlego. “Varekai” combina alta tecnologia a um resgate de números tradicionais nos primórdios do circense como os Jogos Icarianos, nos quais um corpo se torna uma catapulta de outro corpo em uma incrível demonstração de força, agilidade e equilíbrio cuidadosamente sincronizada.

Destaque para a primeira apresentação do espetáculo: o Voo de Ícaro. Uma rede faz as vezes de vários tipos de tecidos circenses e o personagem alterna figuras e quedas que simbolizam estar aprisionado e lutar até a liberdade. O artista se une ao aparelho de tal maneira que quase reincorpora as asas ao personagem Ícaro e o faz voar novamente por sobre o picadeiro. Também chamou minha atenção o número das Faixas Aéreas, no qual dois performers voam sobre a plateia suspensos pelos braços até encontrarem-se e fundirem seus movimentos em acrobacias e equilibrismos que quase os tornam um só.

Na capital mineira, o Cirque du Soleil fica até o dia 12 de fevereiro na Avenida Clóvis Salgado, ao lado da Toca da Raposa I, na Pampulha. Os ingressos vão de R$56 a R$585, variando de acordo com a localização do assento. O picadeiro, porém, é projetado para oferecer uma ótima experiência independentemente do setor escolhido.

(texto de João Henrique Eugênio)

“Varekai”
Terça a sexta-feira, às 21h; sábados, às 17h e 21h e domingos, às 16h e 20h

Local: Av. Clóvis Salgado, s/nº, ao Lado da Toca da Raposa I

Preços:

Premium+Tapis Rouge: R$585 (Inteira) e R$387,50 (Meia Entrada)/ Premium: R$395 (Inteira) e R$197,50 (Meia Entrada)

Setor 1: R$360 (Initeira) e R$180 (Meia Entrada) / Setor 2: R$260 (Inteira) e R$130 (Meia Entrada) /Setor 3: R$150 (Inteira) e R$75 (Meia Entrada)

Vista Parcial Setor 1: R$270 (Inteira) e R$135 (Meia Entrada) / Vista Parcial Setor 2: R$195 (Inteira) e R$97,50 (Meia Entrada) / Vista Parcial Setor 3: R$112,50 (Inteira) e R$56,25 (Meia Entrada)

* Meia-entrada válida para estudantes, professores e idosos acima de 60 anos, mediante apresentação de documentos

Vendas: Bilheteria Oficial (Av. Clóvis Salgado, s/n) a partir das 14h30 / Shopping Cidade (Rua Tupis, 337 – Piso GG). Horário de Funcionamento: todos os dias, das 12h às 20h e Tickets For Fun

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