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3 Momentos: Arctic Monkeys

Do Miolão: Era uma vez uma terra sem dono chamada internet. Nela, os sonhos de adolescentes que cresceram ouvindo discos feitos por adolescentes um pouquinho mais velhos que eles não eram apenas sonhos. Eram possibilidades.

Nesse mundo mágico, muitos tentavam alcançar o sucesso e chamar a atenção, mas raríssimos alcançavam êxito. E foi nesse cenário que quatro inglesinhos que ainda tinham espinhas no rosto cravariam seus nomes na história da música contemporânea – ou pelo menos na história daquele longínquo outono de 2005.

Jamie Cook, Andy Nicholson (que mais tarde seria substituído por Nick O’Malley), Matt Helders e Alex Turner tinham mais ou menos 15 anos quando decidiram se juntar para formar o Bang Bang, uma bandinha de colégio que tocava covers de Led Zeppelin e afins. Não demorou muito para que Turner começasse a compor suas próprias canções e tivesse a ideia de trocar o nome da banda para Arctic Monkeys, que foi ganhando popularidade quando a galera que ia a seus concertos começou a gravar suas músicas e jogá-las na internet.

Um perfil no MySpace e algumas canções compartilhadas foram o suficiente para que eles construíssem pouco a pouco um séquito fiel de fãs e também para que a imprensa britânica desse uma moral (gigante!) para eles. Rapidamente eles assinaram um contrato com a Domino Records (mesma gravadora de Cat Power), apareceram nas capas das revistas e abocanharam o topo da parada de singles do Reino Unido. E tudo isso sem ter nenhum álbum lançado ainda.

I Bet You Look Good On The Dancefloor, 2005

O primeiro single oficial da banda era uma porrada. A letra extremamente tola, escrita pelo vocalista Alex Turner, era rápida, confusa e efervescente – capturando meio sem querer a banalidade e o furor adolescente. Cheio de fôlego, Alex gritava, sem nenhum tipo de firula ou artifício, que poderia apostar que a mocinha de que ele estava a fim ficaria linda numa pista de dança.

O mais legal de tudo é que mesmo tendo se passado 6 anos – o que na era digital equivale a mais ou menos 35 invernos -, o primeiro hit de Turner e companhia ainda empolga e faz muuuita gente gastar a sola do All Star. Veja o clipe.

Fluorescent Adolescent, 2007

Entre o lançamento de “I Bet You Look Good On The Dancefloor” e “Fluorescent Adolescent” muitas coisas aconteceram com o Arctic Monkeys.

Depois de lançar “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, seu álbum de estreia, os meninos se tornaram a maior banda da Europa. Para se ter ideia do estrago, logo na primeira semana, o disco tomou o posto de “Definitely Maybe”, do Oasis, como o álbum de estreia mais vendido da história do Reino Unido. Além do sucesso de público, eles ganharam o Mercury Prize e o Brit Awards e foram nomeados para o Grammy.

Era de se esperar que com o sucesso eles tivessem mais responsabilidades. No entanto, quando “Brianstorm”, o primeiro single de “Favourite Worst Nightmare”, o segundo álbum, saiu, a gente percebeu que nada tinha de fato mudado. Ou melhor, eles estavam melhores.

“Fluorescent Adolescent”, o segundo single do álbum, só confirmava essa impressão. Parecendo ser um clássico instantâneo, a música fez sucesso – inclusive no Brasil – e mostrou, de certa forma, a evolução de Alex Turner como compositor.

Como se não bastasse a faixa ser sensacional, o vídeo da canção, que mostrava um palhaço e um homem se agredindo, é também um dos melhores da discografia dos caras. Relembre.

Brick By Brick, 2011

O capítulo mais sujo nesse conto de fadas chamado Arctic Monkeys atende pelo nome de “Humbug”. Mal recebido pela crítica e fazendo pouco barulho entre os fãs, o terceiro álbum da banda serviu para dizer que os garotos do Arctic Monkeys já não eram tão garotos assim.

Produzido por Josh Homme (do Queens Of The Stone Age) e James Ford, ele não emplacou hits e fez feio nas paradas. O som, muito sisudo para os padrões Arctic Monkeys, não era ruim. Só não “tinha a cara deles”. O futuro era incerto.

Tentando resgatar os fãs de outrora e equilibrar suas intenções de tornar a música mais “adulta”, Alex Turner chamou novamente James Ford e fez “Suck it and See”, o terceiro disco, que cumpriu com honras o desafio a que se propôs. As 12 canções do disquinho – que é um discaço -, são intensas, bem elaboradas, divertidas e muito boas.

(via Miolão)

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2 Respostas

  1. […] Momentos: – Arctic Monkeys – Alicia Keys – Pixie Lott – Gwen Stefani – Dido Share this:FacebookTwitterGostar disso:GostoSeja o […]

  2. […] Arctic Monkeys não fica parado e acaba de lançar clipe para “You and I”, com Richard Hawley. A […]

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