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Top 5 motivos para amar Lucy

Esse ano comemora-se o centenário da atriz Lucille Ball, uma das comediantes mais interessantes do mundo. Pioneira de várias coisas e dona de “I Love Lucy”, ainda hoje uma das séries mais engraçadas e respeitadas do mundo, resolvemos homenagear essa, que é a dona de casa mais famosa da TV.

5 – Ela inventou a sitcom
“I Love Lucy” foi adaptado do programa de rádio que ela fazia com o marido e incorporou as risadas ao fundo. O formato virou um sucesso na TV. Então, se você assiste “Friends”, “Two and a Half Man” ou até “Zorra Total”, deve a ela o formato do programa. E a sitcom faz tanto sucesso que os filhos vivem de copyrights até hoje. E em qualquer passeio por Nova York você ainda vê muita coisa dela. É simplesmente um marco na história da TV.

4 – Feminismo
No seriado, Lucy é uma dona de casa totalmente dependente do marido. Estávamos no começo dos anos 50, ter algo diferente na TV seria até estranho. Mas na vida real não era bem assim. Ela sempre esteve à frente dos negócios e o programa era feito pela produtora do casal. Várias das decisões eram tomadas por ela, que também opinava nos roteiros. Ela foi a primeira mulher a trabalhar grávida na televisão, por exemplo. Quando o programa terminou, ela comprou a parte de Ricky e manteve os negócios sozinha. Sem dúvida ela serviu de modelo para todo mundo que veio depois – incluindo aí até Mary Tyler Moore.

3 – Ela sabia o que o povo queria
O programa “I Love Lucy” manteve altos índices de audiência durante toda sua duração. Tudo bem que a televisão era outra naquela época, mas não dá pra desprezar o feito. Da segunda à quarta temporada foi o primeiro programa mais assistido nos EUA e sua última temporada bateu recordes de audiência pra época. Se lembrarmos que não havia tido um outro programa parecido na TV antes para ela copiar nada, era tudo original, do começo ao fim. Mérito todo dela, portanto.

2 – Inocência e valores
E nenhum pontinho dessa alta audiência vinha por causa de nenhuma apelação, claro. Nem era possível apelar na televisão naquela época e, por isso, hoje em dia, o humor pode até parecer bobo pra gente. Mas é um programa com muita diversão visual, que tem muito a ver com irmãos Marx em certas passagens – aliás, ela era amiga deles e todos trabalharam juntos no cinema e na série. Além de se divertir, assistir hoje serve quase como uma aula de história ou de costumes. Isso sem falar em como o pessoal era cabeça aberta. O marido dela na vida e na série, Desi Arnaz, era cubano e isso, no final das contas, não foi um problema para a audiência do programa nos Estados Unidos. Nos anos 60, perguntram pra Lucille o que ela achava da luta pelos direitos gays. “Eles estão completamente certos na minha opinião. Algumas das pessoas mais talentosas que eu já conheci ou li, eram homossexuais. Como ignorar isso?”, ela respondeu.

1 – Era engraçada pra caramba!
E não devemos precisar de nenhum outro motivo pra gostar de um comediante, certo? Veja essas duas cenas, por exemplo. Nenhum efeito especial, nenhuma pequisa de público, pura comédia!

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4 Respostas

  1. Que texto bom!

    Conheci ILL graças ao filme Uma Linda Mulher… E só por aquele minutinho em que ela aparece eu ri tanto quanto a Vivian/Julia Roberts, haha. E falando em “referência”, no filme Tá Todo Mundo Louco a personagem do Cuba Gooding Jr (como escreve o nome dele?), entra num ons cheio de travestis-Lucy… sequência BEM legal.

    Mas… voltando a série, fui conhecer de fato quando há uns anos a Cultura passou uns episódios. Realmente bem engraçado/inocente. (:

  2. […] Tina Fey – “TV Colosso” – “O Rei Leão” – “Esqueceram de Mim” – “I Love Lucy” – “Mary Tyler Moore” – Regina […]

  3. Adoro a Lucy desde a minha infância. Engraçado, antes de assistir ‘I love lucy” assistia “Show da Lucy” e “Lucy total”. Outro que não podemos esquecer ´o Gale Gordon que trabalhava com ela. Super engraçado. Quando revejo algum episódio, lembro do meu pai. É que nós assistíamos juntos.

  4. […] passar um episódio sem uma piada sobre “O Poderoso Chefão”, por exemplo. Mas desde “I Love Lucy” até “Pipi Meia-Longa”, você vai acabar descobrindo alguma coisa legal pra assistir ou […]

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