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Top 3 acertos de “Somewhere”

Acabei de assistir “Somewhere”, mais recente filme de Sofia Coppola. Ele conta a vida de Johnny Marco (Stephen Dorff), um ator milionário, blasé e que só quer saber de festa, cuja vida muda um pouco ao ser forçado a passar mais tempo com sua filha de 11 anos, Cleo (Elle Fanning). Ao invés de uma crítica longa, resolvi fazer um top 3 – que pode conter spoilers, tô avisando.

3 – A fama como objetivo
Em “Lost in Translation” a gente vê um astro de Hollywood que parece aquele cara que era comprometido com o teatro e que acabou nos filmes pelo dinheiro e ficou preso no status quo da coisa toda, incluindo aí seu casamento. Em “Somewhere” parece que estamos diante do mesmo tipo de pessoa, um pouco antes da carreira – mas não é. Johnny parece muito mais uma dessas pessoas que tratou a fama como objetivo e não como consequência. Ele parece entediado nos raros trabalhos que faz, entediado com as pessoas que conhece, conversa e transa – e ainda sofre da paranóia de ser perseguido por fotógrafos. Eis um lado da fama que poucos sabem existir.

2 – As cenas decisivas onde nada acontece
Assim como vemos nos outros filmes da diretora, muito da ação aparece nas cenas onde a impressão é que nada acontece. Hoje, vários filmes depois, nossos olhos estão treinados melhor para isso, mas muita coisa escapa e ainda rola a sensação de “nossa, que cena inútil/longa”. Os momentos onde isso não acontece, com certeza, são dois: a conversa sem palavras de Cleo com seu pai à mesa de café da manhã na Itália e a deles na piscina, tendo uma tea party imaginária. Simplesmente hilárias – de maneiras bem diferentes.

1 – A música
A cena da piscina é seguida por eles tomando sol ao som de “I’ll Try Anything Once”, uma versão demo de “You Only Live Once”, do Strokes. Simplesmente magnífica a letra e casa tão bem com a cena e a situação toda do filme que pode trazer lágrimas. Outro momento interessante e quase subliminar é “Cool”, de Gwen Stefani, enquanto a menina pratica patinação no gelo. Já mencionamos aqui como essa letra é bonita, mas vale lembrar: fala sobre um relacionamento cujas feridas cicatrizaram e sobre como as crianças cresceram, tal qual no filme. E que gracinha eles no “Guitar Hero” e o violeiro italiano cantando “oh, let me be your teddy bear”…

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4 Respostas

  1. O tipo de filme que é mais gostoso falar/lembrar do que assistir.

  2. Vou ver hoje! Acordei do coma. af

  3. Gostei muito dos acertos que tu relacionaste a respeito do filme.

    Eu gosto do jeito que a Coppola dirige seus filmes. Deixa o espectador atento, tantas vezes afoito a esperar pela ação hollywoodiana e – bam! – eis que o silêncio, a fotografia e os detalhes são os verdadeiros atrativos.

    Somewhere é simples, sem ser simplista. É, em diversas cenas, como a vida real – ora entediante, ora efusiva, mas sempre poética; mesmo que silenciosamente poética.

    Abraço

  4. Apesar dos méritos listados por você é o pior filme de Sofia.

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